Perhaps love

Posted on December 10, 2010 Comments

Me recordo de muitas propagandas que adorava ver na infância,

mas com certeza a de 50 anos da Sadia é a que mais me emocionava e a

que mais me marcou. É uma combinação muito simples, mas também

muito eficaz, que foi usada nesse comercial: momentos de felicidade

em família e amigos e como pano de fundo uma linda música que conheci

justamente nesta propaganda. O nome da música é “Perhaps Love”

e é interpretada pelos talentos monstruosos do tenor Plácido Domingo,

e do cantor e compositor John Denver.  Seguem abaixo o vídeo da

propaganda de 1994 e a letra da música:


Perhaps love is like a resting place
A shelter from the storm
It exists to give you comfort
It is there to keep you warm
And in those times of trouble
When you are most alone
The memory of love will bring you home

Perhaps love is like a window
Perhaps an open door
It invites you to come closer
It wants to show you more
And even if you lose yourself
And don’t know what to do
The memory of love will see you through

Oh, Love to some is like a cloud
To some as strong as steel

For some a way of living
For some a way to feel

And some say love is holding on
And some say letting go
And some say love is everything
And some say they don’t know

Perhaps love is like the ocean
Full of conflict, full of change
Like a fire when it’s cold outside
Thunder when it rains
If I should live forever
And all my dreams come true
My memories of love will be of you

And some say love is holding on
And some say letting go

And some say love is everything
Some say they don’t know

Perhaps love is like the ocean
Full of conflict, full of change
Like a fire when it’s cold outside
Or thunder when it rains
If I should live forever
And all my dreams come true
My memories of love will be of you

Receita de Ano Novo

Posted on December 3, 2010 Comments

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

(Carlos Drummond de Andrade)

O que o filho pensa do pai…

Posted on November 6, 2010 Comments

Aos 7 anos:
Papai é grande. Sabe tudo!
Aos 14 anos:
Parece que Papai se engana em certas coisas que diz…
Aos 20 anos:
Papai está um pouco atrasado em suas teorias: não são desta época…
Aos 25 anos:
O “Coroa” não sabe nada… Está caducando, decididamente.
Aos 35 anos:
Com minha experiência, meu Pai seria hoje, milionário…
Aos 45 anos:
Não sei se consulto o “Velho” ; talvez me pudesse aconselhar…
Aos 55 anos:
Que pena Papai ter morrido; a verdade é que ele tinha idéias notáveis!
Aos 60 anos:
Pobre Papai! Era um sábio! Como lastimo tê-lo compreendido tão tarde…

Mulheres…

Posted on May 25, 2010 Comments

Por Marcelo Rubens Paiva


Ganhei um casal de gatos no fim de semana.

Ele, preto e branco, come sem parar, chegou e se sentiu à vontade, anda por todos os cantos, atravessa o teclado, dorme sobre a impressora, senta no colo, ronrona assim que vê alguém, cumprimenta todos, faz festa. Conquistou.

Ela sumiu no primeiro dia. Só a vi no segundo. Escondeu-se no banheiro ou na área de serviço. Quando não estou, me disseram, ela se deita na minha cama. Quando chego, ela corre. Não come direito. Não faz festa. Não quer conversa. Fica sempre no canto desconfiada. Mulher. Quer ser conquistada.

Chamei-o de Mário.

Não consigo dar um nome para ela.

Folhetim

Posted on April 24, 2010 Comments


Chico Buarque

Se acaso me quiseres
Sou dessas mulheres
Que só dizem sim
Por uma coisa à toa
Uma noitada boa
Um cinema, um botequim

E, se tiveres renda
Aceito uma prenda
Qualquer coisa assim
Como uma pedra falsa
Um sonho de valsa
Ou um corte de cetim

E eu te farei as vontades
Direi meias verdades
Sempre à meia luz
E te farei, vaidoso, supor
Que é o maior e que me possuis

Mas na manhã seguinte
Não conta até vinte
Te afasta de mim
Pois já não vales nada
És página virada
Descartada do meu folhetim

Inteligência Emocional

Posted on March 8, 2010 Comments

Algumas definições de Inteligência Emocional

“A vida é uma comédia para os que pensam e uma tragédia para os que sentem.” Horace Walpole

“Inteligência Emocional é a habilidade de perceber emoções; acessar e gerar emoções para auxiliar os pensamentos; entender emoções e efetivamente regular emoções para promover o crescimento intelectual e emocional”
Mayer e Salovey, 1997

E o que isso quer dizer?

Nossos sentimentos (raiva, medo, tristeza, alegria, ……..) influenciam nosso processo mental (pensamentos, idéias, percepções, julgamentos, suposições, interpretações, …….) que geram um comportamento e/ou reações fisiológicas (gritar, evitar, agredir, se calar, tremores, transpiração, palpitação, ……).

Quando desenvolvemos determinadas capacidades para identificar nossas emoções e as dos outros, conseguimos ter um comportamento mais adequado e assertivo, porque nosso processo mental é capaz de identificar emoções envolvidas, avaliando o todo e não as partes.

Claro que não é tão simples assim, temos pensamentos automáticos que surgem a partir dos fatos, porém não os identificamos, sabemos que existem devido as nossas reações.

Os pensamentos automáticos se originam de ideias gerais que desenvolvemos a respeito de coisas e pessoas, formando crenças, pressupostos e regras.

Há também as crenças nucleares que representam um nível mais profundo do processo mental, elas podem ser egóicas (eu devo, eu tenho); relacionais (os outros tem que…, os outros deveriam….); ambientais (as condições sob as quais eu vivo devem ser, as condições sob as quais eu vivo têm que ser).

Portanto identificar nossas crenças pode ser um começo para podermos entender melhor nossas reações diante de fatos, pessoas ou da vida.

Conhecer nossas crenças e desconstruí-las não é fácil, mas é importante para melhorarmos nossa qualidade de vida.

Seja sempre realista, os fatos, as pessoas e o mundo não irão mudar. Mas o que pode mudar é a sua percepção diante de tudo, sofrendo menos, ou seja, nunca estaremos completamente imunes.

(Lucy Maira Arantes
Psicóloga e Coach)

Para tudo há uma época

Posted on February 14, 2010 Comments

“Turn! Turn! Turn! (to Everything There is a Season)” é uma canção de música folk composta pelo músico estadunidense Pete Seeger em 1959. Sua letra é quase toda retirada do Livro de Eclesiastes da Bíblia. Seeger só gravou a canção em 1962, no álbum The Bitter and The Sweet, lançado pela Columbia Records.

A letra da canção, com exceção do último verso, é retirada palavra por palavra do terceiro capítulo do Livro de Eclesiastes da Versão do Rei James da Bíblia (1611). Eclesiastes é tradicionalmente designado como sendo o Rei Salomão e, por um tempo, seu livro foi proibido pelos rabinos, que o consideravam demasiadamente cínico e depressivo. Os versos da canção, retirados do terceiro capítulo do livro, são os seguintes:
Eclesiastes:

1. Para tudo há um momento, e tempo para cada coisa sob o céu:
2. Tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de colher;
3. Tempo de matar e tempo de curar; tempo de destruir e tempo de construir;
4. Tempo de chorar e tempo de rir; tempo de lamentar e tempo de dançar;
5. Tempo de atirar pedras e tempo de juntar pedras; tempo de abraçar e tempo de evitar o abraço;
6. Tempo de procurar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de jogar fora;
7. Tempo de rasgar e tempo de costurar; tempo de calar e tempo de falar;
8. Tempo de amar e tempo de odiar; tempo de guerra e tempo de paz.

A passagem bíblica postula a existência de um tempo e um local para todas as coisas. Os versos estão abertos a uma possibilidade infinita de interpretações, mas na canção são interpretados como base para a paz mundial, como demonstra o verso final: “tempo de paz, juro que não é tarde demais”. Esta frase e o título da canção são as únicas partes da letra escritas pelo próprio Seeger.

A letra original da canção esteve entre os documentos doados pelo Partido Comunista dos Estados Unidos da América à Universidade de Nova Iorque em março de 2007.

Primeiras versões

A primeira versão da canção foi gravada apenas alguns meses após a original pela banda de folk The Limeliters, sob o tíulo “To Everything There Is a Season” no álbum Folk Matinee, lançado pela RCA Records. Um dos backing vocals da banda, Jim McGuinn, iria mais tarde trabalhar com a cantora de folk Judy Collins, readaptando a canção, agora intitulada “Turn! Turn! Turn! (To Everything There Is a Season)”, ao estilo dela. A versão de Collins foi lançada no álbum Judy Collins #3, de 1963.

Versão dos Byrds

A versão mais conhecida da canção foi lançada pela banda de folk rock The Byrds, da qual McGuinn era vocalista e guitarrista, em outubro de 1965. Esta versão atingiu a primeira posição na Billboard Hot 100 e mais tarde, em dezembro do mesmo ano, deu nome ao segundo álbum de estúdio da banda. A canção também atingiu a vigésima sexta posição no UK Singles Chart.

Esta versão, devido ao seu sucesso, foi incluída na trilha-sonora dos filmes Forrest Gump (1994) e In America (2002). Também foi incluída no primeiro episódio do seriado de televisão The Wonder Years.

A versão dos Byrds deu à canção o recorde de número um com a letra mais antiga do mundo. Muitos teólogos, entretanto, acreditam que Rei Salomão é o verdadeiro autor do livro, e não Eclesiastes, dando assim a Salomão o recorde de compositor mais antigo de um número um.

Informações retiradas da wikipedia.

Vídeo com a versão dos Byrds (minha preferida)


To Everything (Turn, Turn, Turn)
There is a season (Turn, Turn, Turn)
And a time to every purpose, under Heaven

A time to be born, a time to die
A time to plant, a time to reap
A time to kill, a time to heal
A time to laugh, a time to weep

To Everything (Turn, Turn, Turn)
There is a season (Turn, Turn, Turn)
And a time to every purpose, under Heaven

A time to build up,a time to break down
A time to dance, a time to mourn
A time to cast away stones, a time to gather stones together

To Everything (Turn, Turn, Turn)
There is a season (Turn, Turn, Turn)
And a time to every purpose, under Heaven

A time of love, a time of hate
A time of war, a time of peace
A time you may embrace, a time to refrain from embracing

To Everything (Turn, Turn, Turn)
There is a season (Turn, Turn, Turn)
And a time to every purpose, under Heaven

A time to gain, a time to lose
A time to rend, a time to sew
A time for love, a time for hate
A time for peace, I swear it’s not too late

hoje seria um poema

Posted on January 22, 2010 Comments

Eu queria fazer um poema hoje.  Não um poema qualquer, desses pegos no ar, sem intenção.  O poema que eu faria hoje seria para você.  Ele seria uma mensagem com inteligência própria, o que quer dizer que saberia encontrar todos os caminhos, saberia escalar montanhas e costear precipícios e até navegar oceanos para chegar dentro de você e se entregar.  Entraria pela sua boca, talvez, e então aproveitaria para sentir o cheiro da sua saliva e aprisionaria por um momento a sua língua estremecida.  Talvez pelos olhos.  Se entrasse pelos olhos, meu poema se desnortearia um pouco, iluminado no centro de um palco, mas logo saberia mostrar-se ao brilho deles e dançaria, só para você.  Talvez antes de tudo apenas se aninhasse na palma da sua mão levemente fechada, e ficasse se aquecendo ali durante um tempo, enquanto você dorme.  Pode ser também que ele preferisse entrar pelo seu desejo, embora soubesse que teria que despertá-lo, o desejo, e para isso inventaria carícias e escorreria pelo seu peito, se enrolaria no seu mamilo, subiria roçando as unhas de leve até a nuca só para depois mergulhar e chegar ao seu sexo de improviso, descarado e libertino, ouvindo as palavras roucas que você estaria dizendo e sentindo sua pele desperta e suas mãos querendo e possuindo.  Com a força que elas tem quando querem e possuem.  Poderia entrar como um suspiro.  Nesse caso especial meu poema entraria junto com o ar que você respira, e sentiria, infantilmente, que precisa existir porque é necessário para a sua vida.  E se escolhesse esperar o seu convite?  Teria que criar novas artes, dia após dia.  Treinaria a paciência de sentar-se ao seu lado nas horas perdidas.  Mais, seria a cadeira para você sentar-se, perido.  Também acompanharia qualquer bebedeira ou desatino.  Usaria disfarces domésticos para a rotina, como o de um cão que recebe o dono louco de felicidade, por exemplo.  Levaria você para um banho de mar durante a noite quando você estivesse inspirado, na hora que se pode ver a lua saindo dele, a cabeleira pingando água.  Se fosse preciso – e com certeza seria preciso – diria em seu ouvido todas as palavras de amor e beberia da sua boca, finalmente, o sim.  Então, é claro que meu poema já estaria dentro de você, inteiro e entregue.  E eu estaria, enfim, feliz.

Dora Castellar

in verso

Posted on January 21, 2010 Comments

Se me tirassem a máscara

os olhos, a pele, os cabelos

amariam meu avesso?

No mundo dos cegos

há menos questões e enganos.

(Sara Fazib)

O Tempo e as jabuticabas

Posted on December 4, 2009 Comments

Tempo que foge!

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver
daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele
menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela
chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir
quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos
para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem
para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.

Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir
estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas,
que apesar da idade cronológica, são imaturos.

Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões
de ‘confrontação’, onde ‘tiramos fatos a limpo’.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo
majestoso cargo de secretário geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: ‘as pessoas
não debatem conteúdos, apenas os rótulos’.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a
essência, minha alma tem pressa…
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente
humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta
com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não
foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados,
e deseja tão somente andar ao lado do que é justo.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor
absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.

O essencial faz a vida valer a pena.

Ricardo Gondim