Não recebi nada do que pedi

Pedi a Deus para ser forte
a fim de executar projetos grandiosos
E Ele me fez fraco
para conservar-me humilde

Pedi a Deus que me desse saúde
para realizar grandes empreendimentos
E Ele deu-me a doença
para compreendê-Lo melhor

Pedi a Deus riqueza
para tudo possuir
E Ele deixou-me pobre
para não ser egoísta

Pedi a Deus poder
para que os homens precisassem de mim
E Ele me deu humildade
para que dele precisasse

Pedi a Deus tudo para gozar a vida,
E ele me deu a vida para gozar de tudo

Senhor, não recebi nada do que pedi,
Mas deste-me tudo de que eu precisava,
e quase contra a minha vontade,
as preces que não fiz foram ouvidas.
Louvado sejas ó meu Deus!
Entre todos os homens,
ninguém tem mais do que eu!


Perhaps love

Me recordo de muitas propagandas que adorava ver na infância,

mas com certeza a de 50 anos da Sadia é a que mais me emocionava e a

que mais me marcou. É uma combinação muito simples, mas também

muito eficaz, que foi usada nesse comercial: momentos de felicidade

em família e amigos e como pano de fundo uma linda música que conheci

justamente nesta propaganda. O nome da música é “Perhaps Love”

e é interpretada pelos talentos monstruosos do tenor Plácido Domingo,

e do cantor e compositor John Denver.  Seguem abaixo o vídeo da

propaganda de 1994 e a letra da música:


Perhaps love is like a resting place
A shelter from the storm
It exists to give you comfort
It is there to keep you warm
And in those times of trouble
When you are most alone
The memory of love will bring you home

Perhaps love is like a window
Perhaps an open door
It invites you to come closer
It wants to show you more
And even if you lose yourself
And don’t know what to do
The memory of love will see you through

Oh, Love to some is like a cloud
To some as strong as steel

For some a way of living
For some a way to feel

And some say love is holding on
And some say letting go
And some say love is everything
And some say they don’t know

Perhaps love is like the ocean
Full of conflict, full of change
Like a fire when it’s cold outside
Thunder when it rains
If I should live forever
And all my dreams come true
My memories of love will be of you

And some say love is holding on
And some say letting go

And some say love is everything
Some say they don’t know

Perhaps love is like the ocean
Full of conflict, full of change
Like a fire when it’s cold outside
Or thunder when it rains
If I should live forever
And all my dreams come true
My memories of love will be of you


Receita de Ano Novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

(Carlos Drummond de Andrade)